Avançar para o conteúdo principal

CNL - o texto do Eduardo, do 11ºA

A equipa da biblioteca e todos os que participaram nesta aventura do Concurso Nacional de Leitura, nomeadamente os professores que realizaram as provas, cativaram os alunos para este trabalho e os alunos que leram os livros recomendados, sem outro objectivo que não fosse o de se tornarem mais sabedores, temos que estar obviamente de ...parabéns!

Aguardamos com esperança (isso mesmo, porque não?)o dia 28 para conhecermos as obras para a fase distrital.

Eis o texto do Eduardo. Eu bem pedi outros mas...."ó setôra, temos tanto que estudar!"

Na tentativa de tornar a leitura num hábito prazenteiro ao invés de um esforço incómodo, segundo parece ter a opinião geral dos jovens portugueses, têm-se vindo a pôr as mãos à obra com o projecto “Ler + : Plano Nacional de Leitura” pelas escolas do país. A Silvestre Ribeiro não foi excepção. Desta maneira, surgiu o Concurso Nacional de Leitura
Assim, nesta primeira fase, os alunos dos 2º e 3º Ciclos, tal como os do Secundário, à excepção do 12º Ano, foram incumbidos de pôr de parte uma pequena soma de horas das suas preciosas férias de maneira a conseguir ler as duas obras escolhidas pelas professoras de Português (e coordenadoras da actividade); sendo, no caso do Secundário, as professoras Cecília Mendes e Célia Gonçalves.
Uma das duas obras escolhidas, para os 10º e 11º Anos, foi A Casa dos Espíritos de Isabel Allende.
Escritora chilena, nascida por casualidade em Lima, no Peru, em 1942, Isabel Allende trabalhou como jornalista desde os dezassete anos. Deixou o Chile com a família depois do golpe militar. É com este seu primeiro romance, traduzido em toda a Europa e nos Estados Unidos, que se consagra uma romancista de referência na história da literatura latino-americana.
Pode-se dizer que se trata de um romance de personagens, onde estas e as suas insólitas histórias de vida têm um papel central. E se há personagem mais central nesta fascinante narrativa essa é a de Esteban Trueba, esse homem de temperamento colérico carregado de defeitos e virtudes. É a partir do mesmo que a autora nos conta uma ferozmente descritiva saga familiar, acompanhando os filhos, quer legítimos quer fruto de violações, e os netos de Trueba, levando-nos do começo do século até à actualidade. Passando-se ora na herdade Las Tres Marias, ora numa imensa casa na capital repleta de espíritos, em contacto com Clara, mulher de Trueba, esta obra dá-nos também a conhecer a evolução social do país – que reflecte e pode muito bem simbolizar qualquer país latino-americano.
Em suma, é um romance cheio de vida, alguma morte, minucioso, divertido e trágico, belo e de cruel realismo. Uma obra para ser degustada por um largo público. Um livro inesquecível.

Eduardo Sousa 11ºA



Comentários

Mensagens populares deste blogue

Encontro com a escritora Manuela Costa - apresentação do livro "Férias na praia"

 A propósito do dia do Autor Português, sinalizado no dia 22 de maio, a escritora Manuela Costa, no âmbito do PIPSE, veio ao Agrupamento de Escolas José Silvestre Ribeiro apresentar o seu livro "Férias na praia", aos alunos do 5.º ano e 6.º B. A ação teve momentos de leitura e de interação com os alunos, sensibilizando-os para a poluição das águas oceânicas e dos perigos a que todos os seres vivos estão sujeitos se nada se fizer.  Nessa reflexão, os alunos expuseram as suas preocupações através da manipulação de conchas (distribuídas pela escritora) que tinham uma mensagem curta sobre a proteção do mar.

10 de junho - dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas

  Luís Vaz de Camões   e a sua obra "Os Lusíadas" , desenhada e interpretada com "engenho e arte",  pelos alunos do AEJSR. (...) "Esta é a ditosa pátria minha amada, à qual se o Céu me dá que eu sem perigo torne, com esta empresa já acabada, acabe-se esta luz ali comigo . Esta foi Lusitânia, derivada de Luso ou Lisa, que de Baco antigo filhos foram, parece, ou companheiros, e nela antão os  íncolas  primeiros."