O Dia da
Espiga, coincidente com a Quinta-feira
de Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão e que
este ano é celebrado a 14 de maio. O
ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia,
de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres. E
a simbologia de cada planta, comummente aceite, é a seguinte: o trigo representa o pão;
o malmequer, o ouro e a
prata; a papoila, o amor
e a vida; a oliveira, o
azeite e a paz: a
videira, o vinho e a alegria; e o alecrim, a saúde e a força.
Entre o meio-dia e a uma hora da tarde é tempo sagrado de poderes encantadores e mágicos. Nalgumas povoações era também do meio-dia à uma que se colhia a espiga. Diz a voz popular que nessa hora “as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e até as folhas se cruzam.”


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