Hoje é dia da Espiga!
Curiosidades:
O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão.
Atualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, mas há largos anos , de norte a sul do país, esta data era das mais festivas do ano. Havia muitas cerimónias sagradas e profanas, e não se trabalhava. Aliás, dizia-se: “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” .
Por todo o mundo mediterrâneo faziam-se festivais, com cantares e danças, celebrando a Primavera, com o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.
A igreja cristianizou a data e permaneceu como Quinta-feira de Ascensão, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, com aspetos e crenças não religiosos, do mundo agrícola e familiar.
O que se fazia?
As pessoas iam ao campo apanhar a espiga, guardava-se durante um ano, e era também um amuleto, pendurado na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.
O ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A maioria das tradições do Dia de Espiga resume-se à apanha do ramo da espiga, ao qual, em muitos sítios, se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_espiga
Curiosidades:
O Dia da Espiga, coincidente com a Quinta-feira da Ascensão, é uma data móvel que segue o calendário litúrgico cristão.
Atualmente poucas são as pessoas que ainda vão ao campo nessa quinta-feira para apanhar a espiga, ou que se deslocam às igrejas para participar nos preceitos religiosos próprios da data, mas há largos anos , de norte a sul do país, esta data era das mais festivas do ano. Havia muitas cerimónias sagradas e profanas, e não se trabalhava. Aliás, dizia-se: “no Dia da Ascensão nem os passarinhos bolem nos ninhos” .
Por todo o mundo mediterrâneo faziam-se festivais, com cantares e danças, celebrando a Primavera, com o eclodir da vida vegetal e animal, após a letargia dos meses frios, e a esperança nas novas colheitas.
A igreja cristianizou a data e permaneceu como Quinta-feira de Ascensão, assinalando, como o nome indica, a ascensão de Jesus ao Céu, ao fim de 40 dias; e como Dia da Espiga, ou Quinta-feira da Espiga, com aspetos e crenças não religiosos, do mundo agrícola e familiar.
O que se fazia?
As pessoas iam ao campo apanhar a espiga, guardava-se durante um ano, e era também um amuleto, pendurado na parede da cozinha ou da sala, para trazer a abundância, a alegria, a saúde e a sorte. Em muitas terras, quando faz trovoada, por exemplo, arde-se à lareira um dos pés do ramo da espiga para afastar a tormenta.
O ramo de espiga é composto por pés de trigo e de outros cereais, como centeio, cevada ou aveia, de oliveira, videira, papoilas, malmequeres ou outras flores campestres.
A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:
- Espiga (trigo) – pão;
- Malmequer – ouro e prata;
- Papoila – amor e vida;
- Oliveira – azeite e paz; luz;
- Videira – vinho e alegria e
- Alecrim – saúde e força.
O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.
A maioria das tradições do Dia de Espiga resume-se à apanha do ramo da espiga, ao qual, em muitos sítios, se adiciona também uma fatia de pão, para que durante todo o ano não falte este alimento em casa.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_espiga
"Quem tem trigo da Ascensão, todo o ano terá pão."
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